Temos o privilégio de acompanhar vários jogadores que ficarão pra sempre no histórico da NBA. E não existe nenhuma possibilidade de falarmos dos jogadores que de um certo ponto, tiveram uma dominância individual neste século e não citarmos o nome de James Harden. Alvo de muitas críticas, por em muitas vezes forçar arremessos, eu vejo seu jogo de uma forma mais poética e romântica, pois o acompanho desde o College e consigo ver uma evolução exponencial em sua mentalidade e estilo de jogo.
Estamos falando de um cara que fez uma franquia candidata ao título só com sua chegada, o Houston Rockets conseguiu chegar para a pós-temporada algumas vezes na década de 2000 e vinha de 3 temporadas sem chegar aos playoffs quando Harden foi contratado. Desde então foram 4 eliminações contra o Golden State Warriors, o time mais dominante dos últimos 10 anos e dono de vários recordes. Considerando que Houston na maioria das vezes foi derrotado por um dos melhores times de todos os tempos, podemos considerar que essa curva poderia ter sido muito diferente, e que talvez estaríamos falando de um James Harden com um ou dois títulos.
Quando chegou na NBA com o OKC em 2009, já vimos o potencial dele, no qual poderia gerar resultados interessantes. Em 2012 ele foi o melhor sexto homem da liga, sendo essencial para a campanha do time para as finais. Porém seria em 2013 que tudo começaria de verdade. Nessa temporada, ele foi selecionado para o All Star Game e foi All NBA Third Team. A partir de 2014 ele estaria em todos os All NBA First Team (menos 2016), que é primeiro time da liga. Em 2017 liderou a liga em assistências e desde 2018 lidera a NBA em pontos por jogo, e vai terminar mais uma temporada sendo o pontuador mais prolífico do basquete. Sendo esse seu terceiro título de cestinha da temporada. Em 2018, quando foi eleito o MVP, teve médias de 30.4 pontos por jogo. Entretanto na temporada seguinte ele colocaria 36.1 de média e teria um aproveitamento maior da linha 3 de pontos, com menos uma assistência, porém com mais roubos de bola.

James Harden segue colocando números estapafúrdios. Na atual temporada são 34.3 pontos por jogo e desde a volta da NBA, por causa da pandemia, ele está com 33.8 de média, 9.0 assistências, 7.5 rebotes e 3.0 roubadas de bola. Falando puramente de números, ele é o melhor jogador do mundo, é um argumento que pode e deve ser usado no debate, entretanto sabemos que não é só isso que sustenta a conclusão. Muitas críticas surgiram alguns anos atrás sobre o esforço defensivo do jogador, que na minha visão tinham base. Mas já são três temporadas em que ele melhorou muito no aspecto e é uma das peças mais importantes para a estrutura defensiva do Rockets.
Harden segue sempre na disputa do MVP da temporada, não só pelos números, mas a habilidade, a revolução do Step–Back que ele trouxe para a NBA, a forma técnica de infiltrar defesas, que o faz ser um dos 3 jogadores mais imparáveis da liga. Podendo distribuir o jogo, arremessar do perímetro e criar seus próprios arremessos. Sendo assim o jogador com mais ferramentas e o mais versátil no ataque, na qual podemos deduzir ser praticamente imparável, pois quando conseguem pará-lo, ele ainda sim tem um dos melhores aproveitamentos na linha do lance livre.
Você gostando ou não, ele é um dos melhores jogadores da NBA e isso é um fato que não pode ser negado. Preferir outro estilo é questão de gosto e isso todos temos o nosso, mas negar números, impacto e a notável produção de James chega a ser clubismo, talvez. Mas até lá, eu sigo combatendo a cegueira esportiva e tentando de um modo prático, mostrá-los todas as bases argumentativas sobre um jogador, para que possamos criar uma opinião baseada em fatos. Até o próximo texto.

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