Com um jogo memorável de Doncic, o Mavericks empata a série

O contexto já estava colocado. O drama da última partida ainda podia ser sentido pela equipe de Dallas, que além de estar perdendo a série por 2 a 1, teriam que contar com um Doncic de apenas um tornozelo praticamente, e iriam enfrentar o Clippers sem o segundo melhor jogador do time, Kristaps Porzingis. E com essas histórias e situações, foi que o Mavericks conseguiu escrever um dos desfechos mais fantásticos para essa narrativa. Narrativa na qual, teve como autor um jovem esloveno de 21 anos, que com genialidade e sangue no olho, mostrou a razão de ser um dos principais jogadores da NBA com tão pouca idade.

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Como definimos grandeza/nobreza? Em inglês chama-se “greatness“, uma palavra usada com a premissa de algo ser fantástico. E essa foi a palavra que os programas americanos usaram para descrever o que tinham acabado de testemunhar. Com tantas adversidades mesmo antes de começar a partida, Doncic viu seu time 21 pontos atrás do placar no meio do jogo. Entretanto, são nesses momentos que percebemos quando algo “nasce” ou começa a se mostrar. É a partir daí que começamos a ver que o psicológico de alguns é construído de uma forma diferente das dos outros.

Ditando o ritmo do jogo, com assistências e decisões inteligentes, tanto em jogadas individuais quanto coletivas, Luka foi colocando cada vez mais o time na partida, conseguindo assim, virar o jogo. Porém com a tensão de sua dor, sem seu principal companheiro, era de se esperar que um time com Kawhi Leonard e um inspirado Lou Williams, não iriam se entregar tão fácil. Então foi assim até o final do último quarto, onde o jogo terminou empatado e tiveram que ir para a prorrogação.

Sempre com a bola na mão e com as decisões mais importantes da partida, Luka conseguiu fazer pontos de empate e até conseguiu deixar o Mavericks em posição confortável para vencer. Entretanto, com uma jogada linda de Kawhi Leonard, onde ele conseguiu enganar a defesa e passou a bola para Marcus Morris, que converteu a cesta de três pontos, deixando o Clippers um ponto na frente, eles conseguiram reverter a situação. Faltando pouco menos de 10 segundos, o técnico Rick Carlisle tenta desenhar uma jogada, mas Los Angeles, com uma falta pra dar, impede o avanço e faltando 3.7 segundos, a bola precisava ir na mão de Doncic.

Esse é o momento do desfecho de uma pequena narrativa, que tomaria proporções incríveis e que terminaria em um dos jogos mais memoráveis da história dos playoffs. Doncic com um senso de espaço absurdo e controle de bola incrível, se distancia da marcação e no estouro do cronômetro, arremessa. O resultado, foi esse:

Em uma partida onde a pressão era mais alta possível, onde se perdesse o jogo, a série estaria praticamente decidida, com um tornozelo e meio, atrás do placar e apenas no quarto jogo de sua carreira em playoffs, ele ao final termina com 43 pontos, 17 rebotes e 13 assistências. Se tornando o jogador mais novo com um triple-double de 40 pontos na história da pós temporada. E também entrando na lista que só contém Magic Johnson, como os únicos a terem mais de um triple-double, nas 4 primeiras partidas de playoffs da carreira. Aqui mais algumas marcas que foram escritas na jovem lista do esloveno:

Segunda maior pontuação em um triple-double na história dos playoffs. Segundo jogador da história, e o mais novo, a liderar os dois times em pontos, rebotes e assistências numa partida de playoffs com menos de 22 anos, junto com LeBron. Único jogador além de LeBron James a fazer mais de um jogo de 40 pontos nos playoffs antes dos 22 anos. Segunda cesta mais longa da história a vencer o jogo no estouro do relógio, a 8,5 metros de distância. O primeiro é o de Damian Lillard em 2019, a 10,9 metros. E por fim, mas não menos importantes, comandou a maior virada da história do Mavericks nos playoffs, virando uma partida na qual chegou a estar 21 pontos atrás.

Isso, meus caros, é grandeza.

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