Em um dia lotado de histórias pra contar, o último jogo em transmissão não podia ter sido diferente. Surpreendendo algumas pessoas, o time do Jazz chegou para a partida com a vantagem de estar vencendo a série por 2 a 1. Com isso, o Nuggets teve que ir com uma mentalidade agressiva e focados na vitória. Entretanto, Donavan teve um show a parte e ditou as vantagens e viradas que a equipe de Utah teve.
Por outro lado, mantendo o time vivo na disputa, Jamal Murray teve uma partida para a eternidade. Foram 50 pontos do jogador, em um estilo que já estamos acostumados do atleta. Uma eficiência enorme de média distância e uma inteligência na hora de achar espaços para o arremesso, que se firmaram como ponto forte do jogador. Já Mitchell, anotando 51 pontos, deu a vitória para o Jazz e entrou em uma lista com outras lendas. Apenas Michael Jordan e Allen Iverson tiveram mais de um jogo de 50 pontos em uma mesma série de playoffs. Agora o número 45 entra para esta pequena lista, porém gigantesca em termos de impacto histórico.

Não podemos negar o que o jovem do Jazz, porém já com status de principal nome da franquia, vem mostrando. É uma postura de liderança absurda, criando espaços e sendo eficaz em qualquer tipo de arremesso. O jogador que já foi campeão da competição de enterradas, mostra um arsenal versátil na hora de atacar a cesta, além de ter um estilo único, que o faz ser um dos melhores no quesito. A inteligência na hora de conduzir a bola para a cesta, com apenas uma mão e controlando o corpo para proteger a bola, é um movimento que vem se tornando popular entre os jogadores da NBA. E Mitchell, sendo provavelmente o que executa com mais excelência o movimento.
Também estamos falando de um jogador que arremessou na partida 55% de aproveitamento e 57% no perímetro. Produção em alto nível e uma eficiência magnífica. E pra quem gosta, um estilo agressivo e com uma mecânica original e bela de se assistir. Além disso ele tomou para si uma franquia que estava esquecida na NBA, e que agora segue viva como nunca esteve nos últimos 20 anos. Um jogador é colocado em certo patamar, quando suas atuações elevam de nível quando mais se necessita. E nisso, o Utah Jazz acertou em cheio, já que estamos vendo o nascer de vários jogadores de uma mesma geração, porém eles tiveram a sorte de pegar um cara sem medo da responsabilidade de carregar uma franquia.
O que o futuro espera para eles? Não sabemos. Mas com certeza, a evolução e amadurecimento dele se mostram consistentes e muito interessantes de assistir. Após essa bagagem, não duvidaria de Mitchell entrar na próxima temporada sendo um dos principais nomes da NBA. O que não seria nenhum absurdo, ainda mais com a cada partida, ele colocando seu próprio nome nas mesmas situações que jogadores históricos e vencedores. E isso vamos ter que ver se vai acontecer, se eles vão vencer.

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